Áudio e Letra] Poema A COLHEITA DO ARROZ EM CATALÃO (Pedro M da Silva) - Homenageando LUIZ_#345#
“A colheita do arroz em Catalão”
Apresentação do Poema
(Texto do áudio do Papai falando)“Agora, em homenagem a Luiz, vou dedicar este poema também da minha autoria, intitulado: "A colheita do arroz em Catalão".
Como os demais, em duas partes; a primeira parte é introdutória, a segunda o poema..(Apresentação)
A colheita do arroz em Catalão
Que tal um passeio por nosso querido Brasil?
Onde iremos? Ao Maranhão? Ao Piauí? Ao Amazonas?
Ao Pará? A Mato Grosso ou a Goiás?
Vamos preferir Goiás.
Zona do arroz. Catalão.
Terra das moças bonitas e dos rapazes vistosos.
Das mulheres virtuosas e dos homens trabalhadores.
Onde uns e outros têm fortaleza de caráter e nobreza de coração.
Tapete verde /.../ onde o trabalho é executado com alegria e devotamento. Assim é Goiás.
Antes queremos registrar que no /.../ próprio Estado de Goiás toda fãina é um deleite para os goianos e que as tarefas são encaradas com seriedade.
Em Catalão, um dos mais ricos e florescentes municípios goiano cultiva-se o arroz em grande escala.
Após a colheita, feita sempre aos pares, segue-se a fila do arroz. Uma e outra realiza-se sob cantigas enternecedoras.
Existe emulações no sentido em que /.../ no dia da fila seja tão bagano como o da colha. Nessa ocasião, o cravo e a rosa se conhecem. E não raro se termina o mutirão com a explicação do senhor Cura e da pretoria. É o coroamento da festa quando os catalanos estão servindo - espairecendo - amando e sendo amados. Isto é Brasil.
Agora o poema.
Cata, cata, o dia inteiro, catalão
Cata, cata com denor o teu arroz.
Toda fãina é um deleite pra goiano
Toda fila é realizada dois a dois.
A colheita é feita sempre mano a mano;
A descasca nunca fica prá depois.
Todo dia de colheita é bem magano.
Acredita-se que foi Deus que assim dispos.
As cantigas moduladas nesses dias
não são cantos guturais são melodias
de atrativos nunca dantes registrados.
Ao compasso das batidas do pilão
se aglomera o cravo e a flor do catalão.
Para servir/.../ “
(Pedro M da Silva – 1973)
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